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UNIDADE E CONVERSÃO



Queridos paroquianos e amigos, com fé e esperança, iniciamos o ano de 2018 com muitas expectativas para a fé e a vida. Que Deus nos ajude nos nossos sinceros propósitos e alimente em nós o desejo da unidade, tão almejada por Jesus (cf. Jo 17, 21).
O ano pastoral que iniciamos com a reunião do Conselho Ampliado de Pastoral e a entrega do calendário de nossas atividades, evidencia a urgência de uma ação integrada para que nossa paróquia seja uma comunidade em estado permanente de missão. Unidos à nossa Diocese de Santo André, esperamos que as resoluções do nosso Sínodo Diocesano inspire um novo jeito de ser Igreja na acolhida e no anúncio do Reino de Deus.
Na liturgia, o tempo da quaresma indica que não podemos desistir da nossa conversão pessoal e comunitária. Abrindo nossos corações à graça divina, alcançados pela misericórdia e conscientes de nossas misérias, eis a oportunidade de nos aproximarmos de Cristo e sermos transformados por Ele. Num mundo tão problemático, onde modelos cada vez mais inconsistentes de vida são inculcados no modo de vida das pessoas, precisamos vencer o medo de seguir Jesus, Homem Perfeito, mudando nossa mentalidade e contribuindo com a mudança da realidade. Que este tempo, caminho de preparação para a Páscoa, nos ajude na conversão diária a caminho da Páscoa definitiva.
Somos convidados pela Campanha da Fraternidade desse ano a trabalhar ardorosamente pela superação da violência nas mais diversas dimensões. A promoção e valorização de uma cultura de paz, fruto da formação da consciência e de um itinerário amadurecido de vida cristã, é o único modo para fazer do mundo nossa casa comum. A criação sofre inteira por causa do descuido e da relativização dos valores e dos dons dados por Deus. O Brasil e o mundo inteiro, dilacerados por tantas contradições, precisam de profetas que nos reconduzam à cultura da solidariedade. Sejamos nós os primeiros a nos colocar a serviço da vida e da esperança.
O ano de 2018 é decisivo para o nosso Brasil. Elegeremos, pelo poder sagrado do voto consciente, os governantes federais, estaduais e membros do Congresso e das Assembléias Legislativas. A operação anticorrupção, por vezes sujeita aos poderes políticos, deve ter a resposta da população nas urnas. Não sejamos ingênuos e não acreditemos no messianismo político. Há muitos que usarão de afirmações mirabolantes para mais uma vez furtar o voto. Lobos vestidos em pele de cordeiro, coronéis da velha disciplina que vão atrasar ainda mais nossa Terra de Santa Cruz. Sejamos atentos! Não apoiemos candidatos que defendam o armamento, o cerceamento da liberdade e usarão as forças de segurança para oprimir a população. Vamos dar o nosso voto após o estudo profundo das propostas, seguindo os critérios da Doutrina Social da Igreja.
Por fim, insisto que trabalhemos em unidade na nossa paróquia. Vamos vencer as diferenças no diálogo, no exercício do perdão e na nobreza do serviço a Deus e ao próximo. Vivendo nossa missão no amor, seremos as testemunhas que Cristo tanto precisa para que o mundo creia n’Ele. Nada de projetos pessoais. Que todos tenhamos um único desejo: EVANGELIZAR!
Um forte abraço e uma benção especial a todos.
Pe. Felipe Cosme Damião Sobrinho, pároco.
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