Misericórdia é tema central do Papa no Jubileu dos Sacerdotes

Papa fala a padres e seminaristas que participam do Jubileu dos Sacerdotes em Roma / Foto: Rádio Vaticano
Francisco conduziu primeira meditação do retiro de padres e seminaristas que participam do Jubileu em Roma
O Papa Francisco conduziu na manhã desta quinta-feira, 2, na Basílica Papal de São João de Latrão a primeira meditação dos Exercícios espirituais aos sacerdotes e seminaristas que participam, em Roma, do Jubileu dos Sacerdotes. O evento teve início nesta quarta-feira, 1º, e se realiza no contexto do Ano Santo da Misericórdia.

O tema da misericórdia foi o ponto central da meditação do Pontífice. “O nome de Deus é Misericórdia. Nada une mais a Deus do que um ato de misericórdia, quer se trate da misericórdia com que o Senhor perdoa os nossos pecados, quer se trate da graça que nos dá para praticarmos as obras de misericórdia em seu nome”, disse Francisco.

Oração

Segundo o Papa, a misericórdia leva as pessoas a passarem do pessoal ao comunitário e nesse processo a oração é um elemento importante. Francisco deu, então, aos sacerdotes e seminaristas três sugestões para a oração pessoal nestes Exercícios espirituais.
A primeira tem a ver com dois conselhos práticos dados por Santo Inácio de Loyola, que diz: “Não é o muito saber que enche e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear as coisas de Deus interiormente”. Santo Inácio acrescenta que, onde uma pessoa encontrar o que deseja e sentir gosto, ali se há de deter para rezar “sem ânsia de passar adiante, até que o satisfaça”.

A segunda sugestão diz respeito a uma forma nova de usar a palavra misericórdia. “É preciso usar de misericórdia, ‘misericordiar’ em espanhol, para receber misericórdia, para ‘ser misericordiado’.

O fato de a misericórdia pôr em contato uma miséria humana com o coração de Deus, faz desencadear imediatamente a ação; não se pode meditar sobre a misericórdia sem pôr tudo em prática, explicou o Santo Padre.

A última sugestão do Papa tem em vista o fruto dos Exercícios espirituais, isto é, “pedir a Deus a graça de ser sacerdotes mais “misericordiados” e mais misericordiosos. De se concentrar na misericórdia, porque esta é a realidade essencial, definitiva.

“Este retiro espiritual se encaminha pela senda daquela simplicidade evangélica que compreende e realiza todas as coisas em chave de misericórdia; de uma misericórdia dinâmica que nos impele a agir no mundo”, concluiu Francisco

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